O que está em meu coração, não importa
Meu coração é torto
E torto fica tudo que lhe toca
No meu peito habita um buraco negro
E a sua angustia quer atrair, quer puxar
Mas no fim destruirá
Minhas artérias querem bombear ilusões
Mas só há duas escolhas possíveis:
Ser infeliz ou hipócrita.
Não, meu coração não me importa
Que se me importar, eu fico louco de vez
Mais vale a química das industrias farmacêuticas
Há amores estrangeiros. São fluxos contínuos, como mochileiros e caronas. Passam por nós, mas não são nossos. Vêm necessariamente de outro e nos é sempre desconhecido. Uma novidade, outra língua, outra roupa, outra cultura. Nunca estaciona, mas está sempre em viagem. Sempre vai embora, para dar lugar a outro amor estrangeiro. Nos cabe então, a hospitalidade.
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
sábado, 20 de agosto de 2011
Com o que é
Nos seu sorrisos e abraços
Na suas carícias, nas suas músicas
Pele, palavras e roupas
No seu ser difuso, confuso
Que se espalha pela casa
Mulher e bonita
Essa coisa de ser mulher e bonita
E saber matizar com aquarela o passado
O presente e o tempo
Tudo isso é em você, o amor
E sei que para ter todo o amor que há em você
Não é preciso ter você
Pois já é todo o amor que pode dar
E a sua simples presença basta
E teu amor me marca tanto
Que está sempre comigo
Não poderia nunca exigir de você que me amasse
Isso seria demasiado estreito
E acabaria com tudo o que você é
Com todo esse calor que distribui a todas as coisas
Não posso nem pensar se te amo
Ou que em meu amor há algo de valoroso, não
Pensar no meu amor seria mesquinho demais
O que devo fazer e com muito esforço
É pensar qual é a melhor forma de recebê-la quando nos encontramos
Não preciso pedir-te amor
Pois é só isso e tudo isso
No recorte exato do ilimitado
Receber.
Para tanto desejo ainda mais
Que esteja ao meu lado
Anseio que me toque
Com isso que facilmente
É
Na suas carícias, nas suas músicas
Pele, palavras e roupas
No seu ser difuso, confuso
Que se espalha pela casa
Mulher e bonita
Essa coisa de ser mulher e bonita
E saber matizar com aquarela o passado
O presente e o tempo
Tudo isso é em você, o amor
E sei que para ter todo o amor que há em você
Não é preciso ter você
Pois já é todo o amor que pode dar
E a sua simples presença basta
E teu amor me marca tanto
Que está sempre comigo
Não poderia nunca exigir de você que me amasse
Isso seria demasiado estreito
E acabaria com tudo o que você é
Com todo esse calor que distribui a todas as coisas
Não posso nem pensar se te amo
Ou que em meu amor há algo de valoroso, não
Pensar no meu amor seria mesquinho demais
O que devo fazer e com muito esforço
É pensar qual é a melhor forma de recebê-la quando nos encontramos
Não preciso pedir-te amor
Pois é só isso e tudo isso
No recorte exato do ilimitado
Receber.
Para tanto desejo ainda mais
Que esteja ao meu lado
Anseio que me toque
Com isso que facilmente
É
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Amor imanente
Não importa quem é minha.
Minha princesa ou bruxa
Não importa se é pervertida
Ou romanesca
Rica ou pobre, crente ou ímpia
Dual ou rizoma
Não me interessa nossas divergências
Não me cabe julgá-las
Como quem julga a existência
Importa-me apenas se entende
Que dou o que posso dar
Que se quer um príncipe, tem um em mim.
Mas sem carruagem ou riquezas
Sem cavalo branco ou ao menos um carro velho
Eu ando a pé. Quando muito, de ônibus.
Ando. Com o coração apertado
Pois o amor é essa coisa que se debate dentro do peito
Querendo achar a saída
E me importa se é capaz de puxá-lo pra fora
E recebê-lo com ternura
Posso ser um príncipe, mas sem coroa.
Sem presentes e súditos
E sem o titulo de príncipe
Ou qualquer coisa de príncipe ou mesmo o nome “príncipe”
Sou o que posso ser, dou o que posso dar.
Mas quanto a isso não há muito segredo ou surpresa
Tenho cá meu coração – toma, ele é teu.
Tenho esses versos e outros.
Sou um pequeno poeta.
Que escreve essa e outras.
Como se fossem pequenos tesouros
Ou o que está mais próximo de um tesouro para mim
E se lhe ofereço uma poesia, dou-lhe de todo o coração.
Tenho mil corações. Mil formas de amar confusas e inconstantes.
Mil quartos desalojados.
E não me importa quem seja a mulher.
Pois há milhares e milhares de mulheres no mundo
E mil corações ainda é pouco.
Mas me importa, se consegue chegar a ao menos um deles.
Ou perder-se tentando.
Pois antes dos corações há ainda o labirinto.
E antes do labirinto, há ainda a fenda.
Mas se chegar, não me importa quem é – toma, ele é teu.
Minha princesa ou bruxa
Não importa se é pervertida
Ou romanesca
Rica ou pobre, crente ou ímpia
Dual ou rizoma
Não me interessa nossas divergências
Não me cabe julgá-las
Como quem julga a existência
Importa-me apenas se entende
Que dou o que posso dar
Que se quer um príncipe, tem um em mim.
Mas sem carruagem ou riquezas
Sem cavalo branco ou ao menos um carro velho
Eu ando a pé. Quando muito, de ônibus.
Ando. Com o coração apertado
Pois o amor é essa coisa que se debate dentro do peito
Querendo achar a saída
E me importa se é capaz de puxá-lo pra fora
E recebê-lo com ternura
Posso ser um príncipe, mas sem coroa.
Sem presentes e súditos
E sem o titulo de príncipe
Ou qualquer coisa de príncipe ou mesmo o nome “príncipe”
Sou o que posso ser, dou o que posso dar.
Mas quanto a isso não há muito segredo ou surpresa
Tenho cá meu coração – toma, ele é teu.
Tenho esses versos e outros.
Sou um pequeno poeta.
Que escreve essa e outras.
Como se fossem pequenos tesouros
Ou o que está mais próximo de um tesouro para mim
E se lhe ofereço uma poesia, dou-lhe de todo o coração.
Tenho mil corações. Mil formas de amar confusas e inconstantes.
Mil quartos desalojados.
E não me importa quem seja a mulher.
Pois há milhares e milhares de mulheres no mundo
E mil corações ainda é pouco.
Mas me importa, se consegue chegar a ao menos um deles.
Ou perder-se tentando.
Pois antes dos corações há ainda o labirinto.
E antes do labirinto, há ainda a fenda.
Mas se chegar, não me importa quem é – toma, ele é teu.
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
Medo
Medo - Vago, cansado, condicionado.
Medo do medo...
Acoçando a med-ula.
Med-alha. Record por medo em todo o entorno.
Tenho medo de estar morno.
Um medo meio assim... sabe né?
Meticuloso. Melindroso.
Que me faz parecer... meio cauteloso...
Medo de amar. E todo o resto.
Medo meloso...
Medo do medo...
Acoçando a med-ula.
Med-alha. Record por medo em todo o entorno.
Tenho medo de estar morno.
Um medo meio assim... sabe né?
Meticuloso. Melindroso.
Que me faz parecer... meio cauteloso...
Medo de amar. E todo o resto.
Medo meloso...
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Faz de conta
Brincamos de faz de conta:
"Faz de conta que quem canta
Cala os carros e os gritos das quiméras
Faz de conta que quem anda
Move tudo empurrando a terra pra trás, pra trás...
Faz de conta que quem cava
Encontra um tesouro escandaloso
e brilhante como o sexo
Faz de conta que o que gira
é o universo em volta da nossa cabeça..."
Brincamos de faz de conta, se fazer conta.
"Faz de conta que quem canta
Cala os carros e os gritos das quiméras
Faz de conta que quem anda
Move tudo empurrando a terra pra trás, pra trás...
Faz de conta que quem cava
Encontra um tesouro escandaloso
e brilhante como o sexo
Faz de conta que o que gira
é o universo em volta da nossa cabeça..."
Brincamos de faz de conta, se fazer conta.
Vitrais
Os vitrais estão trespassados
As cores são espadas que furam o chão
Cá está a nossa doce estrela!
Cá está o nosso deus noturno!
Os vitrais estão trespassados
E alegra o meu coração
E as velas sopram seu fogo
E o meu corpo torna-se cera
Onde está o ser tão dito?
Nos contos filosóficos
Descalçados do mundo
Onde está o ser das coisas?
Brumas divertidas das valas
Vazias hortas e figurações...
Os vitrais estão trespassados
E as virtudes são cacos no chão
E os cacos cortam os pés morais
E a moral foi-se embora
Ao pesadelo, a indigestão
Levando qualquer "sujeito"
Eu... Onde está o Eu?
Eu-vitrais estão trespassados
Pelo sol viril e sem pudor
Há alegria. Bote teu rosto ao sol.
As cores são espadas que furam o chão
Cá está a nossa doce estrela!
Cá está o nosso deus noturno!
Os vitrais estão trespassados
E alegra o meu coração
E as velas sopram seu fogo
E o meu corpo torna-se cera
Onde está o ser tão dito?
Nos contos filosóficos
Descalçados do mundo
Onde está o ser das coisas?
Brumas divertidas das valas
Vazias hortas e figurações...
Os vitrais estão trespassados
E as virtudes são cacos no chão
E os cacos cortam os pés morais
E a moral foi-se embora
Ao pesadelo, a indigestão
Levando qualquer "sujeito"
Eu... Onde está o Eu?
Eu-vitrais estão trespassados
Pelo sol viril e sem pudor
Há alegria. Bote teu rosto ao sol.
terça-feira, 2 de agosto de 2011
O nosso limite
O limite da existência
Eis nosso destino
Subjetivo, insonso
Que nos escreve suas realezas
Questiona sua exatidão
Seu vir a ser
O destino da existência
Do homem condenado
Eis a nossa sorte
Me pergunto se somos poucos para o mundo
E se somos, então, quem é muito?
A existência e seu limite, eis a nossa morte
Eis nosso destino
Subjetivo, insonso
Que nos escreve suas realezas
Questiona sua exatidão
Seu vir a ser
O destino da existência
Do homem condenado
Eis a nossa sorte
Me pergunto se somos poucos para o mundo
E se somos, então, quem é muito?
A existência e seu limite, eis a nossa morte
sábado, 30 de julho de 2011
O necessário
Não suporto mais meu cheiro
Minha poeira, meu mundinho-asma
Minha tarde, meu quarto
Meu coração sitiado
Queimada da cana
Brasas do horizonte na manhã
Não suporto minha silhueta de lixo
Na praça do mercado, na biblioteca
Não suporto meu banho no chuveiro
O sabonetencanto
Que disfarça o cheiro da carne
Estou farto de mim mesmo
Eu quero a necessidade de outros eu’s
Minha poeira, meu mundinho-asma
Minha tarde, meu quarto
Meu coração sitiado
Queimada da cana
Brasas do horizonte na manhã
Não suporto minha silhueta de lixo
Na praça do mercado, na biblioteca
Não suporto meu banho no chuveiro
O sabonetencanto
Que disfarça o cheiro da carne
Estou farto de mim mesmo
Eu quero a necessidade de outros eu’s
O toque
Eu falo: Cabelos
E movo minha mão até o substrato, a palavra-pensamento
Ô toco, agarro, amarro – Carícia
No ar, no nada, na frente da minha cara
Eu escrevo: Ombros
E passo tristemente o dedo sob a palavra
Não mancha, não desbota, não se meche
Sem carinho, não agarro – destoco
E movo minha mão até o substrato, a palavra-pensamento
Ô toco, agarro, amarro – Carícia
No ar, no nada, na frente da minha cara
Eu escrevo: Ombros
E passo tristemente o dedo sob a palavra
Não mancha, não desbota, não se meche
Sem carinho, não agarro – destoco
sexta-feira, 29 de julho de 2011
Solidão
Se estou só porque quero ou não
Neste fragmento do agora
Ainda posso dizer: - Sou poeta, não importa!
Importa que vivo e digo: - A solidão
Solidão cor, solidão cheiro, solidão som
Tão leve é a rota que percorro
Que me basta ter esse peso sobre peso
De não ter – Amigo do nada, coisa em vão
Solidão sinto, solidão penso, solidão minto
E lento, invento e vento para o sonho, para o sul
E digo: Não estou só – Minto e rebento... Solidão!
Solidão livro, solidão música, solidão computador
Solidão outro, solidão tudo – com puta dor no coração
Neste fragmento do agora
Ainda posso dizer: - Sou poeta, não importa!
Importa que vivo e digo: - A solidão
Solidão cor, solidão cheiro, solidão som
Tão leve é a rota que percorro
Que me basta ter esse peso sobre peso
De não ter – Amigo do nada, coisa em vão
Solidão sinto, solidão penso, solidão minto
E lento, invento e vento para o sonho, para o sul
E digo: Não estou só – Minto e rebento... Solidão!
Solidão livro, solidão música, solidão computador
Solidão outro, solidão tudo – com puta dor no coração
Acompanhado de mim
Ainda que eu fosse só no mundo
Teria de me preocupar com alguém
Alguém esse que faz falta
Como faz falta ninguém
Ainda que eu fosse só no mundo
Quantas lembranças teria
De quem não conheci
Quantas pessoas veria
Em lugar nenhum, por ai
Ainda que eu fosse só no mundo
Seria alguém para mim
Teria de me preocupar com alguém
Alguém esse que faz falta
Como faz falta ninguém
Ainda que eu fosse só no mundo
Quantas lembranças teria
De quem não conheci
Quantas pessoas veria
Em lugar nenhum, por ai
Ainda que eu fosse só no mundo
Seria alguém para mim
terça-feira, 26 de julho de 2011
Clandestino
Lá estou
Em qualquer espaço apertado
Entre o convés mais baixo
E o fundo da embarcação
Como uma mercadoria
Em um navio mercante
Em um espaço estanque
Só uma carga guardada
Entre o solo empoeirado
E o primeiro pavimento do teu amor
Em qualquer espaço apertado
Entre o convés mais baixo
E o fundo da embarcação
Como uma mercadoria
Em um navio mercante
Em um espaço estanque
Só uma carga guardada
Entre o solo empoeirado
E o primeiro pavimento do teu amor
Dor de barriga
Sensação de sofrimento mortificado
Decorrência de uma lesão contínua
Percebida por minhas formações nervosas especializadas
Magoado. Pesaroso.
Sem estima (de quem estimo)
Há algo errado com meus intestinos
Ou meu coração foi para o bucho
Decorrência de uma lesão contínua
Percebida por minhas formações nervosas especializadas
Magoado. Pesaroso.
Sem estima (de quem estimo)
Há algo errado com meus intestinos
Ou meu coração foi para o bucho
domingo, 24 de julho de 2011
Melodia
Em instantes descontínuos
Me pego em encanto falante
Falo de mim mesmo
Falo de minha amante
Sou feliz por estar vivo
E andar a vida adiante
Adiando a minha pressa
Pra ficar com minha amante
Minha amante é a menina
Que descontinua meus instantes
Quando a conheci
Me apressei a ir adiante
Me pegou de surpresa
Eu já era teu amante...
Me pego em encanto falante
Falo de mim mesmo
Falo de minha amante
Sou feliz por estar vivo
E andar a vida adiante
Adiando a minha pressa
Pra ficar com minha amante
Minha amante é a menina
Que descontinua meus instantes
Quando a conheci
Me apressei a ir adiante
Me pegou de surpresa
Eu já era teu amante...
Antes, agora e além
É essa tua simples palavra
Que lava o meu pensamento
Essa expressão cativa
Que me contenta
É o teu colo e o eu mimo
Que me eleva
Que me constrói, me destrói.
É essa menina-fada
Meio afrancesada
Que faz com que
Antes, agora e além
Eu não queira
Ter mais ninguém
Que lava o meu pensamento
Essa expressão cativa
Que me contenta
É o teu colo e o eu mimo
Que me eleva
Que me constrói, me destrói.
É essa menina-fada
Meio afrancesada
Que faz com que
Antes, agora e além
Eu não queira
Ter mais ninguém
segunda-feira, 18 de julho de 2011
Cortes
Dividiu descuidadamente
Separou um pedaço do todo
Com um instrumento afiado
Fez uma incisão
E derrubou sangue
Talhou o tronco
E suprimiu o nada
Encurtou, singrou
Atravessou a cabeça
E anulou meu pensamento
Fatiou minha solidão
Com um amor
Cortante
Separou um pedaço do todo
Com um instrumento afiado
Fez uma incisão
E derrubou sangue
Talhou o tronco
E suprimiu o nada
Encurtou, singrou
Atravessou a cabeça
E anulou meu pensamento
Fatiou minha solidão
Com um amor
Cortante
Sepulcro
Quieto
Amor eterno
Soterrado vivo
Encerro-te para sempre
Sepulto-te pelo teu tempo
Encovado em curto espaço
Oculto sobre a terra
Compareço ao seu tumulo com constância
Celebro o teu “fim”, com uma garrafa de vinho
Pois termina ali
Este amor assunto, esta questão desagradável
Essa ruína
Cravo-te até o fim
Para provar tua morte
Essa quietude sem alma
Para desacreditá-lo
Mas você me puxa a perna
Eterno amor!
Eleva-me a narina a podridão
Do seu cadáver!
Que se move e se debate!
O amor que não morre
Um amor zumbi!
Amor eterno
Soterrado vivo
Encerro-te para sempre
Sepulto-te pelo teu tempo
Encovado em curto espaço
Oculto sobre a terra
Compareço ao seu tumulo com constância
Celebro o teu “fim”, com uma garrafa de vinho
Pois termina ali
Este amor assunto, esta questão desagradável
Essa ruína
Cravo-te até o fim
Para provar tua morte
Essa quietude sem alma
Para desacreditá-lo
Mas você me puxa a perna
Eterno amor!
Eleva-me a narina a podridão
Do seu cadáver!
Que se move e se debate!
O amor que não morre
Um amor zumbi!
quinta-feira, 14 de julho de 2011
Consistência
Você é uma designação genérica
De um elemento não textual
Um desenho leve
Um quadro turvo
É um conjunto de figurações
Formada por pontos próximos
Linhas aleatórias
E superfície macia
É de poucas palavras
Uma forma de locução
Que foge da norma rigorosa
Com um fim expressivo
É cada um dos sinais gráficos
Que indica a duração
De uma pausa
...
Eu
Sou vulto
Sem forma exterior
A duração de uma nota
De um elemento não textual
Um desenho leve
Um quadro turvo
É um conjunto de figurações
Formada por pontos próximos
Linhas aleatórias
E superfície macia
É de poucas palavras
Uma forma de locução
Que foge da norma rigorosa
Com um fim expressivo
É cada um dos sinais gráficos
Que indica a duração
De uma pausa
...
Eu
Sou vulto
Sem forma exterior
A duração de uma nota
quarta-feira, 13 de julho de 2011
Habitou
Ela ocupou-me
Como se eu fosse
Residência
Ela reside
E tornou-me habitado
Que eu era um vazio
Agora sou seu habitát
Habita-me
Alma, ela é mais alguém
Que mora em alguém, eu
Somos lugares habitáveis
Não habitáculos
E sim casas grandes
Unificadas
Pelo hábito
Como se eu fosse
Residência
Ela reside
E tornou-me habitado
Que eu era um vazio
Agora sou seu habitát
Habita-me
Alma, ela é mais alguém
Que mora em alguém, eu
Somos lugares habitáveis
Não habitáculos
E sim casas grandes
Unificadas
Pelo hábito
terça-feira, 12 de julho de 2011
Conhece-me
Essa é minha vida
O tempo passando em incompativeis
Liturgias pessoais e recatadas
De olhos ardentes
Enfrentando o sol apenas á observar
O caos dos pássaros
Regurgitando o almoço mal digerido
Desde a semana passada
Simplesmente não desce
Dualizando o andar apressado
Com a calmaria do falar
E a paciência para entender
Falta-me cor onde há medo
E onde não há medo
Ainda falta tinta
Sempre construtivo
Crítico quando posso
Mas destruir é o meu hobby
Alego insanidade
A desculpa do gozo não me abandona
Sou o decalque da maldade cristã
O tempo passando em incompativeis
Liturgias pessoais e recatadas
De olhos ardentes
Enfrentando o sol apenas á observar
O caos dos pássaros
Regurgitando o almoço mal digerido
Desde a semana passada
Simplesmente não desce
Dualizando o andar apressado
Com a calmaria do falar
E a paciência para entender
Falta-me cor onde há medo
E onde não há medo
Ainda falta tinta
Sempre construtivo
Crítico quando posso
Mas destruir é o meu hobby
Alego insanidade
A desculpa do gozo não me abandona
Sou o decalque da maldade cristã
segunda-feira, 11 de julho de 2011
Conhece-te
Me fale de você
De sua vida
Das suas glórias e desgraças
Dos seus sonhos, seus projetos
Porquês, motivos, medos e mordaças
Seus rancores, ardores, odores
Quais flores você mais gosta?
Me fale de sua cor predileta
Sua panturrilha e sua bicicleta
Seus nojos, lugares secretos
Seus amores e paixões
Você gosta de ovo frito?
Me fale de seus mitos, religião
Sua crença, sua roupa
Sua banda, Legião
Seus gritos, suas inquietações
Seu cabelo quando acorda
Seus tiques e paródias
Confusões e conclusões
Seu cobertor, sobre o que leu
Releu e pensou
Viveu e chorou
Você gosta dos meus olhos?
Você gosta dos seus!
Me fale sobre sexo, cama, calor
Beijos, sopros no ouvido
Gozar, gozar e gozar...
Eu quero ouvir, me fale
E depois, necessariamente...
Reticências.
De sua vida
Das suas glórias e desgraças
Dos seus sonhos, seus projetos
Porquês, motivos, medos e mordaças
Seus rancores, ardores, odores
Quais flores você mais gosta?
Me fale de sua cor predileta
Sua panturrilha e sua bicicleta
Seus nojos, lugares secretos
Seus amores e paixões
Você gosta de ovo frito?
Me fale de seus mitos, religião
Sua crença, sua roupa
Sua banda, Legião
Seus gritos, suas inquietações
Seu cabelo quando acorda
Seus tiques e paródias
Confusões e conclusões
Seu cobertor, sobre o que leu
Releu e pensou
Viveu e chorou
Você gosta dos meus olhos?
Você gosta dos seus!
Me fale sobre sexo, cama, calor
Beijos, sopros no ouvido
Gozar, gozar e gozar...
Eu quero ouvir, me fale
E depois, necessariamente...
Reticências.
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