Há amores estrangeiros. São fluxos contínuos, como mochileiros e caronas. Passam por nós, mas não são nossos. Vêm necessariamente de outro e nos é sempre desconhecido. Uma novidade, outra língua, outra roupa, outra cultura. Nunca estaciona, mas está sempre em viagem. Sempre vai embora, para dar lugar a outro amor estrangeiro. Nos cabe então, a hospitalidade.
segunda-feira, 18 de julho de 2011
Cortes
Dividiu descuidadamente Separou um pedaço do todo Com um instrumento afiado Fez uma incisão E derrubou sangue Talhou o tronco E suprimiu o nada Encurtou, singrou Atravessou a cabeça E anulou meu pensamento Fatiou minha solidão Com um amor Cortante
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