Quieto
Amor eterno
Soterrado vivo
Encerro-te para sempre
Sepulto-te pelo teu tempo
Encovado em curto espaço
Oculto sobre a terra
Compareço ao seu tumulo com constância
Celebro o teu “fim”, com uma garrafa de vinho
Pois termina ali
Este amor assunto, esta questão desagradável
Essa ruína
Cravo-te até o fim
Para provar tua morte
Essa quietude sem alma
Para desacreditá-lo
Mas você me puxa a perna
Eterno amor!
Eleva-me a narina a podridão
Do seu cadáver!
Que se move e se debate!
O amor que não morre
Um amor zumbi!
Nenhum comentário:
Postar um comentário