Há amores estrangeiros. São fluxos contínuos, como mochileiros e caronas. Passam por nós, mas não são nossos. Vêm necessariamente de outro e nos é sempre desconhecido. Uma novidade, outra língua, outra roupa, outra cultura. Nunca estaciona, mas está sempre em viagem. Sempre vai embora, para dar lugar a outro amor estrangeiro. Nos cabe então, a hospitalidade.
terça-feira, 26 de julho de 2011
Clandestino
Lá estou Em qualquer espaço apertado Entre o convés mais baixo E o fundo da embarcação Como uma mercadoria Em um navio mercante Em um espaço estanque Só uma carga guardada Entre o solo empoeirado E o primeiro pavimento do teu amor
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