Há amores estrangeiros. São fluxos contínuos, como mochileiros e caronas. Passam por nós, mas não são nossos. Vêm necessariamente de outro e nos é sempre desconhecido. Uma novidade, outra língua, outra roupa, outra cultura. Nunca estaciona, mas está sempre em viagem. Sempre vai embora, para dar lugar a outro amor estrangeiro. Nos cabe então, a hospitalidade.
sexta-feira, 2 de agosto de 2013
terça-feira, 9 de julho de 2013
Os golpes da construção
Agora
já não aguento mais
Os
golpes dessa construção
Meu
sono já não ia tão bem
Minha
noite já estava curta
O
primeiro golpe foi inaugural
O
“bom dia” dia do pedreiro
Pensei
que fosse outro acidente!
E
que eu veria sangue no chão
Acordei
respirando forte e rápido
E
meu sono, foi todo o tempo:
Não
mais que um estado de vigília
E
mais um estado de tensão
Incessantes
golpes seguidos
Fazem
sentir-me vencido!
E
sem poder dizer “não”
Não
aguento mais!
Agora
já não aguento mais
As
batidas do meu coração
Sinestésico
com a marreta!
De
saudades sentidas em vão!
Entre
golpes e batidas ínfimas
Não
me dá bom dia, nem boa noite.
Só
me angustia a sua maneira
De
saudades sentidas em vão!
É
almoço. Enfim parou
Os
golpes da construção.
Mas
ainda me perturba
As
batidas do meu coração
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