Não importa quem é minha.
Minha princesa ou bruxa
Não importa se é pervertida
Ou romanesca
Rica ou pobre, crente ou ímpia
Dual ou rizoma
Não me interessa nossas divergências
Não me cabe julgá-las
Como quem julga a existência
Importa-me apenas se entende
Que dou o que posso dar
Que se quer um príncipe, tem um em mim.
Mas sem carruagem ou riquezas
Sem cavalo branco ou ao menos um carro velho
Eu ando a pé. Quando muito, de ônibus.
Ando. Com o coração apertado
Pois o amor é essa coisa que se debate dentro do peito
Querendo achar a saída
E me importa se é capaz de puxá-lo pra fora
E recebê-lo com ternura
Posso ser um príncipe, mas sem coroa.
Sem presentes e súditos
E sem o titulo de príncipe
Ou qualquer coisa de príncipe ou mesmo o nome “príncipe”
Sou o que posso ser, dou o que posso dar.
Mas quanto a isso não há muito segredo ou surpresa
Tenho cá meu coração – toma, ele é teu.
Tenho esses versos e outros.
Sou um pequeno poeta.
Que escreve essa e outras.
Como se fossem pequenos tesouros
Ou o que está mais próximo de um tesouro para mim
E se lhe ofereço uma poesia, dou-lhe de todo o coração.
Tenho mil corações. Mil formas de amar confusas e inconstantes.
Mil quartos desalojados.
E não me importa quem seja a mulher.
Pois há milhares e milhares de mulheres no mundo
E mil corações ainda é pouco.
Mas me importa, se consegue chegar a ao menos um deles.
Ou perder-se tentando.
Pois antes dos corações há ainda o labirinto.
E antes do labirinto, há ainda a fenda.
Mas se chegar, não me importa quem é – toma, ele é teu.
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