Nos seu sorrisos e abraços
Na suas carícias, nas suas músicas
Pele, palavras e roupas
No seu ser difuso, confuso
Que se espalha pela casa
Mulher e bonita
Essa coisa de ser mulher e bonita
E saber matizar com aquarela o passado
O presente e o tempo
Tudo isso é em você, o amor
E sei que para ter todo o amor que há em você
Não é preciso ter você
Pois já é todo o amor que pode dar
E a sua simples presença basta
E teu amor me marca tanto
Que está sempre comigo
Não poderia nunca exigir de você que me amasse
Isso seria demasiado estreito
E acabaria com tudo o que você é
Com todo esse calor que distribui a todas as coisas
Não posso nem pensar se te amo
Ou que em meu amor há algo de valoroso, não
Pensar no meu amor seria mesquinho demais
O que devo fazer e com muito esforço
É pensar qual é a melhor forma de recebê-la quando nos encontramos
Não preciso pedir-te amor
Pois é só isso e tudo isso
No recorte exato do ilimitado
Receber.
Para tanto desejo ainda mais
Que esteja ao meu lado
Anseio que me toque
Com isso que facilmente
É
Há amores estrangeiros. São fluxos contínuos, como mochileiros e caronas. Passam por nós, mas não são nossos. Vêm necessariamente de outro e nos é sempre desconhecido. Uma novidade, outra língua, outra roupa, outra cultura. Nunca estaciona, mas está sempre em viagem. Sempre vai embora, para dar lugar a outro amor estrangeiro. Nos cabe então, a hospitalidade.
sábado, 20 de agosto de 2011
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Amor imanente
Não importa quem é minha.
Minha princesa ou bruxa
Não importa se é pervertida
Ou romanesca
Rica ou pobre, crente ou ímpia
Dual ou rizoma
Não me interessa nossas divergências
Não me cabe julgá-las
Como quem julga a existência
Importa-me apenas se entende
Que dou o que posso dar
Que se quer um príncipe, tem um em mim.
Mas sem carruagem ou riquezas
Sem cavalo branco ou ao menos um carro velho
Eu ando a pé. Quando muito, de ônibus.
Ando. Com o coração apertado
Pois o amor é essa coisa que se debate dentro do peito
Querendo achar a saída
E me importa se é capaz de puxá-lo pra fora
E recebê-lo com ternura
Posso ser um príncipe, mas sem coroa.
Sem presentes e súditos
E sem o titulo de príncipe
Ou qualquer coisa de príncipe ou mesmo o nome “príncipe”
Sou o que posso ser, dou o que posso dar.
Mas quanto a isso não há muito segredo ou surpresa
Tenho cá meu coração – toma, ele é teu.
Tenho esses versos e outros.
Sou um pequeno poeta.
Que escreve essa e outras.
Como se fossem pequenos tesouros
Ou o que está mais próximo de um tesouro para mim
E se lhe ofereço uma poesia, dou-lhe de todo o coração.
Tenho mil corações. Mil formas de amar confusas e inconstantes.
Mil quartos desalojados.
E não me importa quem seja a mulher.
Pois há milhares e milhares de mulheres no mundo
E mil corações ainda é pouco.
Mas me importa, se consegue chegar a ao menos um deles.
Ou perder-se tentando.
Pois antes dos corações há ainda o labirinto.
E antes do labirinto, há ainda a fenda.
Mas se chegar, não me importa quem é – toma, ele é teu.
Minha princesa ou bruxa
Não importa se é pervertida
Ou romanesca
Rica ou pobre, crente ou ímpia
Dual ou rizoma
Não me interessa nossas divergências
Não me cabe julgá-las
Como quem julga a existência
Importa-me apenas se entende
Que dou o que posso dar
Que se quer um príncipe, tem um em mim.
Mas sem carruagem ou riquezas
Sem cavalo branco ou ao menos um carro velho
Eu ando a pé. Quando muito, de ônibus.
Ando. Com o coração apertado
Pois o amor é essa coisa que se debate dentro do peito
Querendo achar a saída
E me importa se é capaz de puxá-lo pra fora
E recebê-lo com ternura
Posso ser um príncipe, mas sem coroa.
Sem presentes e súditos
E sem o titulo de príncipe
Ou qualquer coisa de príncipe ou mesmo o nome “príncipe”
Sou o que posso ser, dou o que posso dar.
Mas quanto a isso não há muito segredo ou surpresa
Tenho cá meu coração – toma, ele é teu.
Tenho esses versos e outros.
Sou um pequeno poeta.
Que escreve essa e outras.
Como se fossem pequenos tesouros
Ou o que está mais próximo de um tesouro para mim
E se lhe ofereço uma poesia, dou-lhe de todo o coração.
Tenho mil corações. Mil formas de amar confusas e inconstantes.
Mil quartos desalojados.
E não me importa quem seja a mulher.
Pois há milhares e milhares de mulheres no mundo
E mil corações ainda é pouco.
Mas me importa, se consegue chegar a ao menos um deles.
Ou perder-se tentando.
Pois antes dos corações há ainda o labirinto.
E antes do labirinto, há ainda a fenda.
Mas se chegar, não me importa quem é – toma, ele é teu.
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
Medo
Medo - Vago, cansado, condicionado.
Medo do medo...
Acoçando a med-ula.
Med-alha. Record por medo em todo o entorno.
Tenho medo de estar morno.
Um medo meio assim... sabe né?
Meticuloso. Melindroso.
Que me faz parecer... meio cauteloso...
Medo de amar. E todo o resto.
Medo meloso...
Medo do medo...
Acoçando a med-ula.
Med-alha. Record por medo em todo o entorno.
Tenho medo de estar morno.
Um medo meio assim... sabe né?
Meticuloso. Melindroso.
Que me faz parecer... meio cauteloso...
Medo de amar. E todo o resto.
Medo meloso...
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Faz de conta
Brincamos de faz de conta:
"Faz de conta que quem canta
Cala os carros e os gritos das quiméras
Faz de conta que quem anda
Move tudo empurrando a terra pra trás, pra trás...
Faz de conta que quem cava
Encontra um tesouro escandaloso
e brilhante como o sexo
Faz de conta que o que gira
é o universo em volta da nossa cabeça..."
Brincamos de faz de conta, se fazer conta.
"Faz de conta que quem canta
Cala os carros e os gritos das quiméras
Faz de conta que quem anda
Move tudo empurrando a terra pra trás, pra trás...
Faz de conta que quem cava
Encontra um tesouro escandaloso
e brilhante como o sexo
Faz de conta que o que gira
é o universo em volta da nossa cabeça..."
Brincamos de faz de conta, se fazer conta.
Vitrais
Os vitrais estão trespassados
As cores são espadas que furam o chão
Cá está a nossa doce estrela!
Cá está o nosso deus noturno!
Os vitrais estão trespassados
E alegra o meu coração
E as velas sopram seu fogo
E o meu corpo torna-se cera
Onde está o ser tão dito?
Nos contos filosóficos
Descalçados do mundo
Onde está o ser das coisas?
Brumas divertidas das valas
Vazias hortas e figurações...
Os vitrais estão trespassados
E as virtudes são cacos no chão
E os cacos cortam os pés morais
E a moral foi-se embora
Ao pesadelo, a indigestão
Levando qualquer "sujeito"
Eu... Onde está o Eu?
Eu-vitrais estão trespassados
Pelo sol viril e sem pudor
Há alegria. Bote teu rosto ao sol.
As cores são espadas que furam o chão
Cá está a nossa doce estrela!
Cá está o nosso deus noturno!
Os vitrais estão trespassados
E alegra o meu coração
E as velas sopram seu fogo
E o meu corpo torna-se cera
Onde está o ser tão dito?
Nos contos filosóficos
Descalçados do mundo
Onde está o ser das coisas?
Brumas divertidas das valas
Vazias hortas e figurações...
Os vitrais estão trespassados
E as virtudes são cacos no chão
E os cacos cortam os pés morais
E a moral foi-se embora
Ao pesadelo, a indigestão
Levando qualquer "sujeito"
Eu... Onde está o Eu?
Eu-vitrais estão trespassados
Pelo sol viril e sem pudor
Há alegria. Bote teu rosto ao sol.
terça-feira, 2 de agosto de 2011
O nosso limite
O limite da existência
Eis nosso destino
Subjetivo, insonso
Que nos escreve suas realezas
Questiona sua exatidão
Seu vir a ser
O destino da existência
Do homem condenado
Eis a nossa sorte
Me pergunto se somos poucos para o mundo
E se somos, então, quem é muito?
A existência e seu limite, eis a nossa morte
Eis nosso destino
Subjetivo, insonso
Que nos escreve suas realezas
Questiona sua exatidão
Seu vir a ser
O destino da existência
Do homem condenado
Eis a nossa sorte
Me pergunto se somos poucos para o mundo
E se somos, então, quem é muito?
A existência e seu limite, eis a nossa morte
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