terça-feira, 9 de julho de 2013

Os golpes da construção

Agora já não aguento mais
Os golpes dessa construção
Meu sono já não ia tão bem
Minha noite já estava curta

O primeiro golpe foi inaugural
O “bom dia” dia do pedreiro
Pensei que fosse outro acidente!
E que eu veria sangue no chão

Acordei respirando forte e rápido
E meu sono, foi todo o tempo:
Não mais que um estado de vigília
E mais um estado de tensão

Incessantes golpes seguidos
Fazem sentir-me vencido!
E sem poder dizer “não”
Não aguento mais!

Agora já não aguento mais
As batidas do meu coração
Sinestésico com a marreta!
De saudades sentidas em vão!

Entre golpes e batidas ínfimas
Não me dá bom dia, nem boa noite.
Só me angustia a sua maneira
De saudades sentidas em vão!

É almoço. Enfim parou
Os golpes da construção.
Mas ainda me perturba

As batidas do meu coração