Agora
já não aguento mais
Os
golpes dessa construção
Meu
sono já não ia tão bem
Minha
noite já estava curta
O
primeiro golpe foi inaugural
O
“bom dia” dia do pedreiro
Pensei
que fosse outro acidente!
E
que eu veria sangue no chão
Acordei
respirando forte e rápido
E
meu sono, foi todo o tempo:
Não
mais que um estado de vigília
E
mais um estado de tensão
Incessantes
golpes seguidos
Fazem
sentir-me vencido!
E
sem poder dizer “não”
Não
aguento mais!
Agora
já não aguento mais
As
batidas do meu coração
Sinestésico
com a marreta!
De
saudades sentidas em vão!
Entre
golpes e batidas ínfimas
Não
me dá bom dia, nem boa noite.
Só
me angustia a sua maneira
De
saudades sentidas em vão!
É
almoço. Enfim parou
Os
golpes da construção.
Mas
ainda me perturba
As
batidas do meu coração