Cada vez mais menos falo
Cada vez são menos pessoas
Calo-me mais a cada tempo
E cada dor menos ressoa
Amo menos cada momento
E cada vez mais a vida se esbroa
Ouço-me mais por noite á dentro
E cada vez mais o dia enevoa
Navego mais sobre meus pensamentos
E mais ansioso fico na proa
Mais harmonia procuro por dentro
E bem pior é a confusão que entoa
Tarde e tarde mais solitário
E dependo mais de quem me magoa
E a cada dia mais magoado
Nem sei se não sou eu quem magoa
Há amores estrangeiros. São fluxos contínuos, como mochileiros e caronas. Passam por nós, mas não são nossos. Vêm necessariamente de outro e nos é sempre desconhecido. Uma novidade, outra língua, outra roupa, outra cultura. Nunca estaciona, mas está sempre em viagem. Sempre vai embora, para dar lugar a outro amor estrangeiro. Nos cabe então, a hospitalidade.
domingo, 22 de julho de 2012
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
Como é que se diz?
Por acaso seremos perdulários
Com o sentimento sempre em semblante
Ou exessivamente calados, na calada da noite?
Nós, que somos descendentes das profundas águas
Dos medos, das frustrações
E que compartilhamos no dia-a-dia
Um gosto pela superação e pela vida
A despeito de toda as suas fatalidades
E destinos inexoráveis!
Como é que se expressa o amor
Em um verdadeiro shopping de sentimentos?!
De corpos e de vitrines propagandistas de...
Pessoas?
Como é que se murmura esse carinho
No ouvido de alguém?
Sem ter receio do abandono
Da troca
E até mesmo do... Desperdicio...
Nós, mesquinhos por languidez!
É facil maldizer o amor quando não se ama,
Quando não se é amado.
É facil calar-se
Mas quando se ama novamente...
Quando depois de tudo,
Ah, quando se ama de novo!
Qual a necessidade de dizer, qual a urgência?!
Nesse contexto dos deslaços afetivos...
Como é que se diz 'eu te amo'?!
Com o sentimento sempre em semblante
Ou exessivamente calados, na calada da noite?
Nós, que somos descendentes das profundas águas
Dos medos, das frustrações
E que compartilhamos no dia-a-dia
Um gosto pela superação e pela vida
A despeito de toda as suas fatalidades
E destinos inexoráveis!
Como é que se expressa o amor
Em um verdadeiro shopping de sentimentos?!
De corpos e de vitrines propagandistas de...
Pessoas?
Como é que se murmura esse carinho
No ouvido de alguém?
Sem ter receio do abandono
Da troca
E até mesmo do... Desperdicio...
Nós, mesquinhos por languidez!
É facil maldizer o amor quando não se ama,
Quando não se é amado.
É facil calar-se
Mas quando se ama novamente...
Quando depois de tudo,
Ah, quando se ama de novo!
Qual a necessidade de dizer, qual a urgência?!
Nesse contexto dos deslaços afetivos...
Como é que se diz 'eu te amo'?!
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
O mistério de Ariadne
Após passos lentos e pesaroso no escuro
Procurando a santa afirmação da vida
Tudo mais uma vez faz sentido
E o universo dança em eterna confirmação
E chacoalha as árvores de onde saem
borboletas e bolhas e os risos
Das crianças fraternas e imaginativas
Que conhecem as deidades e o cosmos
O quanto me aliviaria se soubesse antes
Meu destino feliz de estar ao seu lado
E que só assim seria veemente possível
Reafirmar a vida em sua totalidade?
Agradeço a ti, minha pequena Ariadne
Por me fazer entender o teu mistério
Em meio a ordinariedades e falsas buscas
A importância de alguém ter para afirmar
Agradeço a ti, minha pequena Ariadne
Que com tuas orelhas delicadas e macias
Faz pulsar em mim em giro infinito
A vontade (e)terna de te ver. (viver)
Procurando a santa afirmação da vida
Tudo mais uma vez faz sentido
E o universo dança em eterna confirmação
E chacoalha as árvores de onde saem
borboletas e bolhas e os risos
Das crianças fraternas e imaginativas
Que conhecem as deidades e o cosmos
O quanto me aliviaria se soubesse antes
Meu destino feliz de estar ao seu lado
E que só assim seria veemente possível
Reafirmar a vida em sua totalidade?
Agradeço a ti, minha pequena Ariadne
Por me fazer entender o teu mistério
Em meio a ordinariedades e falsas buscas
A importância de alguém ter para afirmar
Agradeço a ti, minha pequena Ariadne
Que com tuas orelhas delicadas e macias
Faz pulsar em mim em giro infinito
A vontade (e)terna de te ver. (viver)
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